Engenharia natural

Construir com
plantas vivas.

A engenharia natural trata dos efeitos da erosão, intervindo sobretudo em margens, taludes e encostas com material vegetal vivo. Os objectivos são atingidos com métodos de construção próximos do natural, aproveitando as vantagens das plantas vivas — que, combinadas com estruturas inertes de madeira, pedra, geotêxtil ou metal, permitem estabilizar o terreno com uma intervenção que favorece a fauna e a flora do local.

Entrançado de ramo vivo executado pela Natural Engenharia numa duna costeira
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Faxinas vivas

  • 2 feixes sobrepostos
  • Ø mín. 50 cm por feixe
  • Altura mín. 1 m

A solução técnica — faxinas vivas — consiste na execução de dois feixes de ramagem de árvores vivas (ou não) sobrepostos, com um diâmetro mínimo por feixe de 0,50 m, totalizando uma altura mínima de 1 m no final da empreitada. A dimensão do diâmetro dos feixes deve ser majorada na fase de construção, antevendo a perda de volume associada ao material utilizado. O comprimento dos feixes é definido em função do local de aplicação, optando-se sempre que possível pela construção de feixes contínuos.

Feixes de ramagem viva sobrepostos junto a uma linha de água
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Entrançado vivo

  • Ramos vivos de salgueiro
  • Estacas cravadas no solo
  • Margens e taludes

Constituem, em conjunto com as fascinas, a técnica de utilização mais generalizada e diversificada desde a antiguidade. Podem ser usados na protecção de margens fluviais e na estruturação e consolidação de taludes e encostas. É uma técnica de execução simples: consiste em entrançar ramos vivos de salgueiro — ou de outras espécies lenhosas com características ecológicas semelhantes e adequadas ao local de intervenção — em torno de estacas cravadas no solo.

Entrançado vivo executado pela Natural Engenharia na consolidação de margens e valas.

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Enrocamento vivo

  • Pedra arrumada manualmente
  • Estacaria de salgueiro ou amieiro
  • Execução: setembro–novembro

A solução técnica — enrocamento vivo — consiste na colocação de pedras de dimensão variável, arrumadas manualmente de forma bem organizada. Nos interstícios entre as pedras são introduzidas estacas vivas de espécies arbóreas com capacidade vegetativa — salgueiros ou amieiros — com recurso ao ferro de gabiar, tendo o cuidado de a estaca viva perfurar o geotêxtil e ficar enterrada no solo em contacto com a humidade; o comprimento das estacas deve assegurar essa condição. A colocação das pedras deve decorrer preferencialmente entre setembro e novembro, e a introdução da vegetação não deve sair do período de repouso vegetativo (outubro a março), com alguma humidade no solo — se este estiver muito seco, preveem-se regas frequentes durante a instalação.

Enrocamento vivo: obra executada e esquema com estacas vivas de salgueiro entre as pedras

Um talude ou uma margem para segurar?

Mande-nos uma foto do local e as medidas aproximadas. Estudamos a solução e orçamentamos por projeto.